sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

| Cavaleiro errante |

Senhora... Permita-me, por favor. A observar tua beleza fria, minha senhora, meu coração se acalma apenas ao olhar em teus olhos: tão lindos... Tão tristes, e indiferentes... Bela, bela madrugada. Me diga, senhora, quando vai aparecer outra vez? Abra ou feche as portas bruscamente. Mande-me um sinal, nem que este seja um dilúvio, um desastre natural. Morrerei feliz em saber que me reconhece.

Meu fantasma permanecerá a observar sua beleza fria. Ah, Senhora ! Tu não sabes o quão perto está de uma divindade. Ou talvez, tu sejas a MINHA deusa. A deusa que clareia minhas órbitas oculares já desgastadas.

(....)

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