sábado, 21 de fevereiro de 2026

Escolha

 

Existem momentos na vida de uma pessoa 

Que definem o trajeto 

E são muito importantes 


Eu estou como em uma avenida

Tem algumas direções 

Não sei qual tomar

Mas estou andando, continuamente para uma dessas direções 

Não sei se penso pouco ou demais

E talvez seja por isso que eu só continuo me movendo

Eu me movo pensando

Pensando 

Sem acreditar em mais nada

Das coisas que eu costumava acreditar

Deus, por que eu não paro no meio da avenida

E simplesmente me jogo na estrada e me desespero

E choro

E corro 

tudo 

Meu Deus, por que eu simplesmente nao perco o controle?

Por que nao sou capaz de expressar

Os meus sentimentos mais profundos?

De pavor, desespero e tristeza?

A mágoa que me preenche nessa estrada

Mas só consigo andar

Não me descontrolo

Não choro

Eu nem sequer entendo porque continuo

Mas continuo 

Numa estrada que eu definitivamente sei para onde irei

Mas nao entendo o motivo de estar nela

As vezes penso,

Que sou burra demais

Imatura demais

Para correr em outra direção 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

LINDSEY, Marigold. [ o conto dos pássaros]


     Existia uma história que eu costumava ouvir quando pequena, antes de dormir, sobre dois pássaros. Um desses pássaros, que era azul, tinha medo de sair do ninho, porque era alto demais e não sabia voar. O outro, da cor vermelha, enquanto isso, já tinha se jogado inúmeras vezes e tinha aprendido a voar, explorando todos os cantos do mundo. O pássaro azul sonhava em voar mundo afora como o vermelho, mas tinha tanto medo de se machucar que continuava no ninho. Um dia, o pássaro vermelho voou para longe e nunca mais voltou. O azul, sem notícias dele, desesperou-se e se jogou finalmente do ninho. Quando saltou, suas asas tão breve se mexeram e assim aprendeu a voar, mas seu único amigo, o pássaro vermelho, morreu bem perto das raízes da árvore, e ele, tão fraco pela falta de alimento, morreu ao seu lado.

No final, eu não entendia muito a mensagem dessa história aterrorizante, pois eu pensava, afinal, qual dos dois pássaros era o mais sensato, se no final, ambos teriam destinos iguais? De certa forma, nenhum deles parecia estar certo, mas aquele que eu mais me identificava era com o pássaro azul.