quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

| Senhorita Madrugada |

A madrugada é o período em que tudo perde o sentido. Não importa o quão moralizado seja, isso é irreversível. Ela te consome sem que percebas e depois restaura o que tirou de ti.

   Ela é a cura, mas o motivo da doença. Era exatamente isso que eu gostaria de dizer a ela. A bela ... madrugada. De noite ela me aguarda. Quando todos estiverem em suas camas quentes, eu estarei na rua fria. Dominado por esse sentimento estranho. E quando as lágrimas rolarem pelo meu rosto as limparei. Mas não cessarão. Pois são reservas infinitas, armazenadas para todo o sempre.
   Ao perde-la pude perceber isso. Eu percebi que a dor guardada um dia é expulsa por excesso de dor. É como uma memória muito usada. Uma hora chega ao limite e contra isso nada posso fazer.

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