quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Vivo ou morto?



Espero que o alívio dessa escrita me deixe mais leve.

Bom, eu tenho 19 anos atualmente, curso letras/literatura na UFRJ. Tenho poucos amigos, no máximo um amigo próximo para conversar e um medo extremo do mundo, das pessoas e de situações...

Não importa quem eu sou.

Ultimamente, vejo algum progresso nessa parte do medo de tudo, mas eu consigo imaginar que seja...

Não importa quem eu fui.

Até o ensino médio, mesmo quando eu fiz amizades, eu passei o maior tempo da minha vida na minha mente, sem pessoas.

Nada importa.

medrosa, fraca e insegura


Algo que nunca quis ser. 
Veio a mim e eu aceitei. 

não reclamei nem tentei mais nada. Disse
está tudo bem, algum dia vou ter o que eu desejo.

Isso não pode
 me
 definir 
pra 
sempre

Está tudo bem
não decepcione ninguém 

Tudo err
ado em mi
m

Algo que vou atuar na vida por tanto tempo sem amor?
 
Eu devo ser uma pessoa que não serve pra isso.

Eu queria poder voar até o ponto mais alto do mundo e cair, despencar.

Queria me ferir pra entender o que realmente é estar vivo.

Quero estar vivo.

2 comentários:

  1. eu não pude deixar de me identificar com muitas das coisas que você compartilhou. a sensação de solidão, o medo do mundo, a luta constante com inseguranças... essa ideia de "não importa quem eu sou" e "não importa quem eu fui", muita gente acaba se sentindo assim em algum momento. todos nós estamos tentando descobrir nossa identidade, e isso é um processo, não algo fixo. e essas características que você mencionou – medrosa, fraca e insegura – não definem quem você é para sempre. a gente sempre tem a chance de crescer e mudar.

    sobre essa sensação de querer se machucar para entender a vida, eu entendo a busca por algo mais intenso, algo que faça sentido no meio de tudo isso, eu entendo como às vezes queremos sentir algo mais real. mas a vida tem tantas formas de nos ensinar, e acho que você pode descobrir um jeito de se conectar consigo mesma sem precisar se machucar. há maneiras mais gentis de se conectar com a sua própria essência e com o mundo ao seu redor, sem a necessidade de ferir a si mesma. você merece vivenciar a plenitude da vida, absorvendo seus altos e baixos, assim como a terra absorve a chuva para florescer.

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  2. Olá, mt obg por me acompanhar! Fico feliz quando as pessoas veem o que eu posto, porque nunca imaginei que alguém leria isso. Obrigada pelo comentário lindo e gentil. Vou me lembrar dele quando me sentir meio vivo meio morto de novo.

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