sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

" Minha querida Lizzy..."

 

* Opinião sobre o livro "Orgulho e preconceito" de Jane Austen. *


Lizzy foi de todas a minha personagem preferida neste livro. Ela dava respostas ainda melhores do que eu daria e era pra mim muito coerente em suas decisões. Personagens que afrontam outros dessa forma acabam por me cativar.

O senhor Darcy, confesso que não tinha grande empatia no começo, ele simplesmente era um elemento que seria usado em dado momento. Eu estava curiosa para saber como a Lizzy, que o odiava, começaria a gostar dele.

Quanto aos outros personagens, cumpriram perfeitamente seu papel. O senhor Collins foi tão chato e desagradável quanto deveria ser, a senhora Bennett foi totalmente tola e sentimental quanto as situações requeriam dela.


 Bingley para mim não foi um personagem tão desenvolvido em camadas quanto o senhor Darcy, mas consegui gostar dele e torcer para que Jane e ele ficassem juntos. 

Charlotte Lucas foi quase uma arma de chekhov, pois não a achava muito significativa para a trama, e eu estava redondamente enganada, pois tomei um tiro quando ela se casou com o senhor Collins. Para mim, talvez a família Lucas seja a que menos me interessa no livro.

A senhora Catherine também conseguiu me deixar com raiva e angústia com suas observações e personalidade. 

De resto, não irei me prolongar muito nos personagens. Achei suficientemente bons para suas funções.

A mensagem que o livro passa também é muito boa. Orgulho e preconceito, dois defeitos que atrapalham o amor, e me fizeram perceber que não devemos julgar o livro pela capa, mas sim pelo seu conteúdo.

É muito óbvia essa premissa, mas acabo por me esquecer dela e dar mais atenção a capa que o resto.

O livro pode ser lindo, mas se não for lido, entendido e amado, não será nada comparado àqueles que amamos, entendemos e admiramos.

O principal que desejo comentar é que este livro me deu outra visão sobre o que é amor. O amor não precisa ser a primeira vista, como aqueles em que duas pessoas se apaixonam ao retribuir um olhar, não precisa ser imediato nem devagar demais.

Acho que o amor, neste caso, é a admiração que uma pessoa tem pela outra com tempo, que geralmente não muda muito e só fica maior. O amor também pode ser influenciado em sentimentos bons como a gratidão, a admiração e o respeito.

Por isso, agradeço a Jane Austen por me fazer novamente uma romântica, mas dessa vez, uma romântica menos clichê.

De uma escritora fantasma,

Para Elizabeth.


3 comentários:

  1. O ditado "Nunca julgue um livro pela capa" é muito mais profundo do que um simples ditado que qualquer um pode falar, mas não sentir, a experiência e existência desses livros que torna um pouco mais profundo esse ditado. sua visão sobre o amor criado após esse livro é interessante, mas me parece um pouco romantizada demais. No mais, o livro parece interessante e seu tema mais ainda, obrigado por apresentar.

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  2. Fiquei pasma que uma pessoa comentou. Acho interessante o que você disse a respeito da minha visão ainda ser romantizada. Tentarei entender o motivo sendo assim. Obrigada por comentar.

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    1. Não precisa agradecer, poste com mais frequência que comentarei mais.

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