quarta-feira, 8 de julho de 2020
Oblivion
Cada palavra pesava um milhão de toneladas. Pude ver suas mãos tremeram quando mencionou o nome dele. Ela era apenas uma garotinha. Um trauma para o resto da vida. Jamais esqueceu daquilo e ainda que morra terá suas cicatrizes atemporais cravadas na pele, na mente.
Mas ele nem sequer ligava. A sua mulher só aumentava seu ego de estar certo diante daquela situação.
Julgada injustamente. Perdera sua vida. Havia morrido por dentro. Apenas seu físico sobrevivia aos longos dias.
Na rua um gatinho branco e preto com os olhos verdes belíssimos, que por sinal eram iguais aos dela, me olhava amedrontado na rua pálida. O sol lambia com sua luz uma parte dos prédios altos.
A cidade só era bonita porque você estava nela — Tentei dizer a garota. Mas ela sorriu, ficando com vergonha e sumiu, nos terríveis corredores da escola. Me apaixonei a primeira vista. Era tarde demais para ela?
Alguma vez na vida amou alguém ? — Perguntei.
Ela abaixou a cabeça, virando suas íris na direção para o barro que pisoteava e falou :
— Eu... amo a minha mãe.
« Pensava em um poema antigo. Mesmo que monstros te comam viva. Há de inocenta-los. »
Isto é esquecer ou tolerar?
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